Faísca 10 anos ocupa o Mercado Novo com Livros da Outra Dimensão a partir de 15 de maio
A experimentação como forma de expandir o mundo é o foco d’O Encontro dos Livros Estranhos
Livros que não foram pensados para serem vistos. Publicações do avesso, páginas que são quebra-cabeças, livros em movimento, livros-performance são algumas das possibilidades trabalhadas na edição que comemora o aniversário de uma década de Faísca. Para abrir as possibilidades desse tipo de obra no campo das Artes Visuais, o Festival de Publicações Experimentais ou – para a edição de 2026 – simplesmente Faísca 10 anos, é um encontro baseado em trabalhos que repensam, reformulam e ultrapassam padrões vigentes para ampliar a própria noção de livro.
Focada em livros de artista, zines e outras páginas inusitadas, a programação oferece quatro exposições, de âmbito nacional e internacional, assim como instalações, performances, mostra audiovisual, palestras, debates, oficinas, e a 26ª Feira de Publicações – com participação de artistas, designers, microeditoras e de outras pessoas que fazem livros estranhos de várias partes do Brasil, além de países como Argentina e, pela primeira vez, Egito. O festival é nos dias 15, 16 e 17 de maio no Mercado Novo, com entrada gratuita. Sexta, dia 15, é a noite de abertura, e a programação segue ao longo de todo o sábado (16) e do domingo (17). O projeto tem patrocínio da Petrobras.
Sob o tema Livros da Outra Dimensão, a proposta é criar perspectivas para futuros possíveis
A Faísca 10 anos tem a experimentação como forma de expandir o mundo. Com um pensamento crítico em relação à padronização governada por sistemas algorítmicos, que diminui o universo de possibilidades da própria experiência humana, a experimentação, então, é tomada pelo evento como saída para a proposição de novas lógicas. O festival apresenta, nesta edição, o tema Livros da Outra Dimensão, considerando a arte como central para a construção de outro universo. As exposições são pontos de partida para disparar faíscas que vão além das Artes Visuais, principal campo de atuação do festival, integrando ações que partem do livro para abrir novas páginas nos âmbitos das relações sociais, da criação artística e da construção de Memórias do Futuro, um dos guias curatoriais da 26ª edição da Faísca, junto a dois outros eixos: Poéticas Eletrônicas e Dentro do Livro de Artista.
26ª Feira de Publicações da Faísca
Livros estranhos e experimentações impressas compõem a Feira de Publicações na 26ª edição da Faísca, recheio do bolo de aniversário de 10 anos da iniciativa, já que esta é uma programação oferecida desde sua estreia. Com participantes do Brasil, Argentina e Egito, o público tem a oportunidade de contato direto com os próprios criadores das obras, geralmente produzidas artesanalmente e em pequenas tiragens. São trabalhos raros, dificilmente encontrados em espaços tradicionais como livrarias e Galerias de Arte. A partir de uma gama de lançamentos e de proposições diferentes para publicações como zines e livros de artista, as obras de mais de 70 expositores exploram linguagens diversas, como desenho, fotografia, poesia visual, quadrinhos e outras páginas experimentais.
Saiba mais sobre participantes da feira >aqui<.
- Local: Área de feira da Faísca 10 anos, situada no terceiro piso do Mercado Novo.
- Duração (ao longo de todo o evento): Sexta, 15 de maio, das 18h às 23h; sábado, 16 de maio das 11h às 21h; domingo, 17 de maio das 11h às 18h.
Exposições
Subvertendo o direcionamento no próprio nome do campo, Artes Visuais, a principal exposição da programação é a Biblioteca Invisível, que parte do pensamento em acessibilidade estética para a produção de livros que não são pensados para serem vistos, mas tateados, propondo fruição para públicos diversos. São obras produzidas a partir de materiais brancos ou transparentes e sem o uso de tinta, utilizando recursos palpáveis como componentes abstratos para narrativas: relevo, corte, dobra, formato, materiais e sua alternância, ou seja, aspectos elementares dos livros pensados de outras maneiras, para apreciação pelo toque.
Em cartaz ao longo de todo o festival, a exposição é composta pelos módulos Livros Táteis, Livros Sonoros e Livros Invisíveis. Além das obras físicas que compõem a exposição, o conceito de “tocar” é expandido para as poéticas da escuta: a dupla Eustáquio Neves & Maria Tereza e o artista Ricardo Aleixo desenvolveram peças sonoras, que, em conjunto com respectivos livros em branco, formam publicações experimentais. Já os livros sem tinta da exposição foram desenvolvidos por Dânova Neres & Syl Triginelli; Fabiana Torres Lorenzeti; Matheus Ferreira; Muriel Machado; Natália Rezende; Phonte88 e Preto Matheus.
A exposição internacional da programação é uma colaboração da Faísca com outra iniciativa do gênero, a Cairo Art Book Fair, que apresenta El Warsha (árabe para “O ateliê”). Partindo da identidade visual da CABF ao longo das quatro edições realizadas, a exposição apresenta cartazes e traços por trás dos seus processos criativos, percorrendo visualmente a trajetória do evento. A peça da edição mais recente é um cartaz propositalmente produzido para ser continuado, com a proposta de pensar o conceito de design não como ato solitário, mas experiência compartilhada. Um ateliê que integra o centro da exposição convida o público da Faísca para criar, ao vivo, suas próprias versões.
O Festival de Publicações Experimentais apresenta também Livro em Movimento, com curadoria por Amir Brito Cadôr, uma das principais referências nacionais na pesquisa em livros de artista e no campo das Artes Gráficas. Enquanto recursos não verbais são amplamente utilizados em peças como livros-imagem ou livros de artista, ele optou por explorar algo pouco abordado: elementos gráficos estruturais dos livros, que contribuem para sua leitura – o formato, o tipo de papel, a transparência, cortes na folha, a encadernação, as abas e dobras. Esta exposição, então, destaca os livros em pop-up, que criam o efeito de projetar para fora da página um elemento gráfico, podendo ser imagem ou palavra, como nos poemóbiles.
Outra exposição na Faísca é Poéticas Eletrônicas, para a qual o curador Pedro Veneroso convidou artistas para apresentarem obras de net art e instalações concebidas para o digital a partir de um pensamento artístico. Nessa criação, a tecnologia ultrapassa o uso meramente técnico para tornar-se linguagem. O público, a partir de obras interativas e imersivas, é agente ativo em processos de interpretação e experiência que propõem uma compreensão semiológica do texto. Os trabalhos se manifestam de várias formas: como poesias verbais e visuais; representações de sons e de dados; experiências espaciais. A exposição reúne diversas abordagens para a poesia em interseção com os meios digitais. Os artistas participantes são: 1mpar, Ava Melillo, Popó Tolentino, Thiago Amoreira e o coletivo composto por Álvaro Andrade Garcia, Chico Marinho, Lucas Junqueira e Rogério Barbosa.
Antes mesmo de chegar no festival, o público se depara, no terceiro piso do Mercado Novo, com uma instalação: Estamos funcionando normalmente, obra de Matheus Ferreira que abarca, em livro, relações com a cidade e a temporalidade. Além de artista convidado também para a exposição Biblioteca Invisível, Matheus participa da 26ª Feira de Publicações da Faísca com a Prumo, plataforma que pesquisa e (re)inventa metodologias, técnicas e materiais, potencializando relações entre prática artística, experimentação de linguagem e meios gráficos.
- Local das exposições: Galeria Livros da Outra Dimensão, na área da Faísca 10 anos situada no terceiro piso do Mercado Novo.
- Instalação: vão da rampa de acesso ao terceiro piso.
- Duração – ao longo de todo o evento: Sexta, 15 de maio, das 18h às 23h; sábado, 16 de maio das 11h às 21h; domingo, 17 de maio das 11h às 18h.
Performances
A primeira ação da programação do festival é Peça para Livros, por Sara Não Tem Nome, uma cena escultórica em que a artista é absorvida por uma montanha de memórias. A programação segue com Rastros Invisíveis, por Dânova Neres & Syl Triginelli, ação de abertura da exposição Biblioteca Invisível. A performance parte da transformação da cadeira de rodas em impressora, trabalhando percursos a partir de camadas e da repetição de movimentos. degelo, por 1mpar, é uma performance audiovisual sobre aquecimento global, executada por meio de um instrumento criado pelo artista, que é tocado ao arrancar seus pedaços, até que sobrem apenas pequenos fragmentos.
O projeto Quartas de Improviso se une ao Festival de Publicações Experimentais para Faíscas de Improviso: duas performances de Artes Visuais e Música Experimental. A primeira delas, na noite de abertura, é por Sylvia Amélia, Henrique Iwao & Patrícia Bizzotto. Experimento sonoro, audiovisual e poético executado ao vivo, Come Livros parte da linguagem oculta das traças, dos vermes e dos seres comedores de livros, humanos ou não. Inspirada nos livros O Melhor Amigo do Rato e Manuscorte, a performance é um convite ao insaciável prazer da leitura, ainda que finita na contingência de uma biblioteca em apuros.
A segunda sessão da Faíscas de Improviso é no sábado, 16 de maio. A partir de uma mistura de referências de Ailton Krenak e Nego Bispo, Kid Azucrina criou a frase Vàdiando o findo mundo, título da performance que ganha desdobramentos em uma criação coletiva e de improvisação livre com os músicos Nathalia Fragoso & Caio Campos. Entre pixo, ruídos, gesto e texturas, a ação propõe a vadiagem como forma de resistência, desaceleração do cotidiano, questionamento às lógicas de consumo e de produção da vida urbana.
- Local das performances: Palco Petrobras, na área da Faísca 10 anos situada no terceiro piso do Mercado Novo. Consulte datas e horários de cada programação no final do release.
Palestras e debates
A cerimônia de abertura do festival é na sexta-feira, 15 de maio, apresentando a fala Livros da Outra Dimensão, um panorama da Faísca pelos diretores e curadores do Festival de Publicações Experimentais, Helen Murta e Jão. No sábado, 16 de maio, a programação se inicia com uma palestra baseada no livro Políticas da Imagem, parte da coleção Exit, pela Ubu Editora. A autora Giselle Beiguelman, artista e professora livre-docente da FAU-USP, discute o estatuto da imagem no mundo contemporâneo e sua conexão com um novo regime de vigilância, resultado da captação sistemática de dados pessoais por plataformas de mídias sociais. As pesquisas da convidada abordam a produção e a preservação de arte digital, arte e ativismo na cidade e as estéticas da memória no mundo contemporâneo.
Zines são fundamentais na discussão sobre Livros da Outra Dimensão. Situadas em lugares incertos ou nas fronteiras entre outros campos, essas obras têm justamente a paratopia como força para a expressão de ideias, de discursos dissidentes e perspectivas que existem em paralelo à lógica comercial, divergindo desses padrões por objetivar o fluxo livre. Para falar sobre o tema, o convidado da Faísca é uma autoridade no assunto, o pesquisador Gazy Andraus. Ele aborda, na palestra A Paratopia Criativa dos Fanzines, a importância sociocultural de zines e artezines, além de lugares para sua difusão como fanzinotecas e feiras, além de se aprofundar na interdisciplinaridade dessas obras, seu histórico e funcionamento como espaço para a liberdade criativa.
Em um cenário vigente de perda da crítica, a palestra Um outro mundo também é possível, pelo pesquisador, escritor, colunista e produtor audiovisual Orlando Calheiros, é uma reinvindicação ao pensamento, partindo de suas formas mais simples, que envolvem desde uma figura de linguagem ao despertar de uma ideia, até reflexões mais complexas que permitem estruturar o debate público e a imaginação. Esta é uma reflexão sobre construção de comunidades e de brechas para A Outra Dimensão.
Com a disseminação acelerada da inteligência artificial, sistemas algorítmicos atuam como verdadeiras forças institucionais, moldando contextos de interações humanas e gerando outras consequências. Para refletir sobre esse papel normativo, a Faísca apresenta o debate Política dos Algoritmos, derivado da publicação de mesmo nome pela Ubu Editora. Virgílio Almeida – um dos autores do livro, pesquisador e professor emérito do Departamento de Ciência da Computação da UFMG – conversa com o comunicador e pesquisador Matheus Sodré, que grava na Faísca a primeira edição com plateia do Lan House, seu podcast de papos analógicos sobre o mundo digital.
Os artistas convidados Biblioteca Invisível se reúnem para um papo na programação sobre os processos criativos para a produção dos livros sem tinta e das peças sonoras experimentais desenvolvidas para a iniciativa. Outra exposição que se desdobra em debate é Poéticas Eletrônicas: o curador Pedro Veneroso media uma conversa com os artistas convidados sobre as obras selecionadas.
Para fechar a programação de debates, Matheus Sodré e Orlando Calheiros propõem uma reflexão em Para reaprender a gostar das coisas. A conversa é um pré-livro: os pesquisadores e comunicadores discutem um assunto que pretendem materializar em publicação impressa. Em meio ao bombardeio informacional em que o gosto das pessoas é cada vez mais moldado pelo que lhes é entregue por plataformas digitais, predomina um sentimento coletivo de exaustação. Os convidados da programação abordam ideias para o estabelecimento de vínculos afetivos não só entre as pessoas: com assuntos, obras de arte, eventos, entre outras coisas que possam resgatar entusiasmo e inspiração.
- Local das palestras e debates: Palco Petrobras, na área da Faísca 10 anos situada no terceiro piso do Mercado Novo. Consulte datas e horários de cada programação no final do release.
Feira do Livro sem Tinta
Iniciativa inédita, a Feira do Livro sem Tinta é mais um dos desdobramentos da Biblioteca Invisível. Artistas comercializam uma microtiragem das obras integrantes da exposição, produzidas em apenas 10 exemplares cada. Esta é uma ação exclusiva do domingo de festival, que acontece em paralelo à Feira de Publicações da Faísca.
- Local: Espaço de feiras, na área da Faísca 10 anos situada no terceiro piso do Mercado Novo.
- Data e horário: domingo, 17 de maio às 13h.
Gráfica Itinerante: ateliê de produção de revistas ao vivo encerra turnê no festival
Ciclo de encontros para a produção de revistas ao vivo, a Gráfica Itinerante realiza dois ateliês ministrados pelo Phonte88 no festival, um no sábado e outro no domingo. Cada um deles resulta em uma revista, produzida ao vivo junto aos participantes no próprio dia de cada atividade, com inscrições gratuitas.
No sábado, o ateliê é Páginas Emergentes e Narrativas Adesivas: com o objetivo de questionar estruturas fixas nas publicações, o encontro parte da criação de imagens a serem impressas em papel adesivo para formar módulos visuais, elementos que podem ser distribuídos de várias formas para construir uma narrativa experimental. A proposta é usar uma revista-grid como suporte para compor as páginas de cada exemplar, como um quebra-cabeça sem resultado pré-estabelecido.
No domingo, o ateliê é Paisagem-Fonte e O Molde Da Interferência: letras do alfabeto, figuras geométricas e texturas em carimbo são as ferramentas para composições visuais nesse encontro, com o objetivo de refletir sobre as possibilidades e a produção de sentido nas publicações experimentais. A prática abarca interferências manuais como o registro de rastros, camadas e marcas, convidando participantes a criar paisagens abstratas para a revista.
Ao lado dos ateliês da Gráfica Itinerante, a Faísca apresenta um espaço para a criatividade do público infantil. Diferentemente da G. I., na qual a seleção é por meio de inscrições online, o Laboratório das Crianças é uma área para livre participação ao longo do festival, com desenhos, carimbos e outros materiais para que pessoas com idades variadas produzam pequenas páginas e zines.
- Datas dos ateliês da Gráfica Itinerante: sábado, 16 de maio, das 11h às 19h; domingo, 17 de maio, das 11h às 18h.
- Local: Área da Feira de Publicações na Faísca 10 anos.
- Participação: por meio de inscrições online.
Laboratório das Crianças: sábado e domingo, ao longo de todo o período.
Mostra audiovisual
Uma pergunta que guia o percurso na Faísca é: Por que experimentar? Os resultados da trajetória de Sávio Leite apresentam uma resposta. Parceiro de longa data, ele é mais um convidado especial da edição comemorativa de 10 anos, transformando o palco do Festival de Publicações Experimentais em cinema. Sávio preparou as sessões da Mostra Audiovisual da Faísca, curadoria que representa duas iniciativas fundamentais, das quais ele é fundador e um dos diretores: TIMELINE:BH – Festival de Videoarte e Cinema Experimental e Múmia – Mostra Udigrudi Mundial de Animação.
- Sessão TIMELINE:BH – Videoarte e Cinema Experimental: sábado, 16 de maio, 18h30.
- Sessão MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação: domingo, 17 de maio, 17h.
- Local da Mostra Audiovisual: Palco Petrobras, na área da Faísca 10 anos situada no terceiro piso do Mercado Novo.
Faísca 10 anos – Festival de Publicações Experimentais
- Datas: 15, 16 e 17 de maio de 2026
- Horários: Sexta-feira, 15 de maio, das 18h às 23h; Sábado, 16 de maio, das 11h às 21h; Domingo, 17 de maio, das 11h às 18h.
- Local: terceiro piso do Mercado Novo (Av. Olegário Maciel, 742).
- Entrada Gratuita.
Vídeos e outras informações (clique em cada tópico da lista a seguir para saber mais)
Programação completa
Faísca 10 anos – O Encontro dos Livros Estranhos
O que são publicações experimentais?
Biblioteca Invisível: a principal exposição da Faísca 10 anos
26ª Feira de Publicações: Informações sobre cada expositor
Mostra audiovisual: programação
Histórico da Faísca: 10 anos na comemoração, quase 11 de trajetória de fomento
A 26ª edição da Faísca é uma celebração à uma trajetória de estímulo ao campo. A iniciativa, criada e dirigida por Helen Murta e Jão, estreou em junho de 2015 com a proposta original de realizar, mensalmente em Belo Horizonte, uma feira de publicações e arte impressa, promovendo 23 encontros naquele formato. Ofereceu, ainda nas primeiras temporadas, mais de 1.000 vagas para projetos individuais e coletivos de várias partes do Brasil, sempre com participação gratuita para expositores e público. A iniciativa teve desdobramentos como a primeira biblioteca pública de zines de BH, Fanzinoteca Faísca; o selo de publicações, ateliê gráfico e espaço cultural faísca.lab; o canal audiovisual Estúdio Faísca, que pode ser acessado pelo @faiscafestival pelo YouTube.
O evento ampliou seu escopo na 24ª edição, Faísca Festival Internacional de Risografia. A programação, em 4 idiomas, apresentou 51 convidados de 10 países. Foram contempladas, com oficinas, palestras e outras ações, pessoas das 5 regiões do Brasil. Realizada em setembro de 2024, a 25ª edição estreou nova proposta, Faísca Festival de Publicações Experimentais. O evento então ocupou toda a extensão Funarte MG com ações de escopo local, nacional e internacional, como a exposição Começa Como Um Livro, um panorama inédito no Brasil da obra do artista Jo Frenken (Maastricht, Países Baixos). Foram cinco exposições na programação, além de feira-mostra – em que participantes ocuparam minigalerias –, feira de publicações, performances, sessões sonoras experimentais, debates, palestras, oficinas, Laboratório das Crianças e sessões audiovisuais realizadas pelo Timeline-BH.
Petrobras Cultural
Em 2026, a Faísca chega à sua 26ª edição, ocupando pela primeira vez o Mercado Novo. O evento, ao mesmo tempo em que comemora 10 anos da iniciativa, antecede em um mês o aniversário de 11 anos de trajetória. A edição vigente do Festival de Publicações Experimentais só se fez possível ao ser aprovada, entre mais de 8 mil inscritos, pela Seleção Petrobras Cultural. O edital contempla esta e outras iniciativas que têm o efeito multiplicador como base. Ao longo de anos, foram realizados pela Petrobras diversos processos seletivos para contribuir com a dinâmica cultural do país. A partir da aprovação, a Faísca pôde ampliar seu escopo de ações, possibilitando que o projeto fosse contemplado também pela Política Nacional Aldir Blanc. Onde tem patrocínio da Petrobras, tem Governo do Brasil.
*Os comentários são moderados pela equipe da Faísca
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