26ª Feira de Publicações
Tensionando o tradicional para propor o inusitado, livros de artista, zines e outras páginas experimentais compõem a 26ª Feira de Publicações da Faísca, recheio do bolo de aniversário da edição especial de 10 anos da iniciativa. Conheça melhor expositores do Festival de Publicações Experimentais, que ocupa o Mercado Novo, em Belo Horizonte, nos dias 15, 16 e 17 de maio de 2026, com entrada gratuita.
Aqui você conhece melhor os expositores da Faísca 10 anos.
Ateliê de serigrafia e estúdio de design, 1porExtenso articula práticas sonoras, pesquisa em arte e produção gráfica para investigar técnicas tradicionais sob um olhar contemporâneo.
Mogüe (Lima, Peru) e Nimbo (BH, Brasil) partem da experiência de pessoas autistas sem gênero para reinventar realidades pelo 1Quintal: o livro é experiência expandida e a dimensão “estranha”, estrutural.
Grupo de pesquisa e produção em artes gráficas, 62 Pontos se une pelo apreço ao ofício da tipografia, explorando suas limitações materiais como potência criativa experimental.
Voltada para microtiragens de fotolivros, livros de artista e “pequenas navegações, grandes divagações”, A Mascote destaca projetos gráficos como elementos intrínsecos às obras.
De Samambaia Sul/DF, Alan Bennu trabalha com linguagens diversas para projetar histórias não contadas pelo o mundo ocidental, inspirando-se na ancestralidade e no movimento underground.
Pautada pela edição como gesto poético e criativo, e os processos como espaços afetivos, a Alecrim trabalha com tiragens reduzidas de publicações experimentais, colaborativas e artesanais.
Com foco na materialidade, experimentação gráfica e engenharia de papel, o ALMA – Ateliê de Livros Malcriados compreende o livro como objeto estético, espaço narrativo e artefato de encantamento.
Testando formatos, texturas e estruturas, Ana Corneau se baseia em múltiplas formas de construção de narrativas, para que a criação seja ferramenta de transformação e reinvenção.
A escrita como imagem e a ideia de enciclopédia de artes gráficas são vertentes da Andante Edições, cujos livros de artista estão em bibliotecas dos principais museus e já integraram mostras em três continentes.
Artista visual, arte-educador e pesquisador, doutorando no PPG-Artes/UFMG, Antônio Salgado tem trabalhos como Mandingas e Benzimentos, livro-patuá com memórias ancestrais e recentes.
As publicações por Are You a Cop or What? e Acontecimiento_s registram particularidades de experiências sexo-dissidentes no diálogo entre gráfico, ativismo e produção literária.
Multiartista, Atópico atua especialmente nos quadrinhos, trabalhando desde o cômico até o bizarro. Explora também serigrafia, processos de impressão alternativos, pixo, vídeo e fotografia.
Microeditora de Porto Alegre com cerca de 30 obras lançadas, Azulejo Press é voltada para livros de artista, integrando acervos em países como Brasil, Alemanha, Escócia e Estados Unidos.
Banca Estratégica tem a autonomia criativa como princípio e a circulação de narrativas diversas, plurais e experimentais como centro. Publica zines em poesia, prosa, crônica e formatos híbridos.
Com mais de uma década de atuação, Bebel Books é voltada para quadrinhos, ilustração, caligrafia, fotografia e variadas expressões gráficas, estimulando reflexão, diálogo e experimentação narrativa.
Desdobramento do trabalho de Lucas Alameda, artista visual e designer LGBTQIA+, o projeto Bicha Papão carrega, no próprio nome, um gesto simbólico: tirar medos do armário, dar corpo ao que assombra e fazer disso matéria de arte.
Binho Barreto é artista visual, pesquisador, professor na EBA/UFMG e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição. Sua obra abrange graffiti, pintura mural, ilustração e literatura.
Cairo Art Book Fair é um evento anual formado na interseção entre livroarte, zines, editores e publicadores, pensadores, artistas e trabalhadores da cultura. Atua também como seleção itinerante, apresentando obras do Egito e da região Sudoeste Asiático e Norte da África.
Ilustradora, quadrinista e designer, Camila Abdanur (CahLac) faz seus próprios trabalhos, da ideia ao acabamento. Experimenta com uma impressora, que, na falta do preto, virou CMY.
Criado por Ivo Puiupo, DTKOY, Julia Balthazar e Renato José Duque, Catacumba é um selo editorial e audiovisual com base em São Paulo que, de quadrinhos a videogames, trabalha o experimentalismo transmídia.
Editora de obras feitas à mão para autopublicação de trabalhos da poeta, artista gráfica e tradutora Tici Cruz, a Chispa Estratosférica explora estruturas de livro ilustrado, livros-imagem e fotolivro.
Fora do eixo tradicional, o coletivo Noia Summer parte de escolhas de sobrevivência em que resistência é tema principal, para zines de artistas que, em sua grande maioria, são pessoas periféricas e LGBTQIA+.
Coletivo Pompom Grená trabalha com cianotipia, impressão botânica e gravura em papéis artesanais próprios, além de abordar vivências por desenho, lambe, fotografia e pintura.
Costuradus-Experimentos gráficos desenvolve zines, livros de artista e outras obras que investigam o livro como objeto, explorando formatos, estruturas, narrativas e possibilidades gráficas.
A linguagem fotográfica e suas possibilidades são bases para Daniel Ducci. Tendo a arquitetura como central, investiga a cidade para propor a subversão de modos impostos de ocupação.
Publicar em pequenas tiragens para circular em comunidades é mote para que Eme apresente, em zines, sua quase-poesia, combinando escrita, imagens e remixes.
Contracultura, horror e subculturas são influências para Souzza Siri e Tarantula Coffin na Estranha Dupla, com desencaixes em lambes, cartazes em serigrafia e risografia.
Livros-corpo, livros-sobremesa, livrocolagens são ideias trabalhadas pela editora Experimentos Impressos em zines, livros de artista, livros-objeto, fotolivros e desdobramentos gráficos.
Multiartista, Fabi Santana pesquisa invisível e percepção, o outro e a diversidade, com criações em linhas, cores, volumes e seres multidimensões, a partir de técnicas e suportes variados.
Gestos e movimentos se materializam em desenho pelo Fogo Líquido, de Lua Cacique, que experimenta, em quadrinhos e camadas, autoconhecimento para imprimir memórias.
No fanzinato desde 1987, autor e pesquisador de HQs, Gazy Andraus cria obras poético-filosóficas. Com zines no centro de produção e estudos acadêmicos, tem mestrado e doutorado sobre o tema e pós-doutorado em artezines. É professor e criador do canal GaZyne.
Selo de publicações e coletivo, Grafatório Edições desenvolve obras a partir de técnicas gráficas experimentais e históricas, lançando trabalhos de pessoas como Paulo Leminski, Arnaldo Baptista, Tomma Wember e Arrigo Barnabé.
grassa edições reúne trabalhos da pesquisadora em livros de artista, designer editorial e professora Fabiana Grassano, assim como do Guapa, grupo e revista de artista.
As pesquisas imagéticas do artista visual Guilherme Bergamini transitam entre memória e crítica político-social, guiadas pela construção de narrativas a partir da fotografia.
Plataforma para circulação de fotolivros, Havaiana Papers foi fundada pelo editor de fotografia Walter Costa e é conduzida por ele em parceria com o também editor Vitor Casemiro.
Poesia, prosa, livros infantis e objetos integram o catálogo da Impressões de Minas que, com seu próprio laboratório gráfico, produz publicações em offset, digital, tipografia e xilografia.
Livros de artista, no campo teórico e na própria prática, estão no centro do trabalho de Jeanne O. Santos, que atua também na fotografia experimental e explora o universo verbo-visual.
Artista gráfica e quadrinista, Jéssica Groke conduz a Tacatinta, imprimindo tiragens limitadas para artistas. Ministra oficinas para hackear meios de produção e montar ateliês gráficos domésticos.
jomaka reúne, em seu espaço expositivo, publicações próprias de poesia, assim como trabalhos de outras autorias, principalmente de poesia marginal por pessoas trans/ lgbtia+.
Com foco em desenho e publicação impressa, o artista visual José Lucas Queiroz explora quadrinhos, música e cinema, em diálogos linha-vazio, preto-branco, popular-experimental, palavra-som.
La Idea é um trabalho de experimentação gráfica baseado em mobilizações de insurreição e resistência, cicloativismo, paisagens e intervenções urbanas, educação libertária e autonomia.
Editora, estúdio de publicações e outras microtiragens, LAB. Migaloo é a união de Ana Novi, Lusto e Franz Magpantay, investigando possibilidades dos impressos para experiências sensoriais.
Laboratório do Livro é um projeto da artista DEF, educadora e pesquisadora Fabiana Torres Lorenzeti, que experimenta técnicas de produção de imagens e estruturação de publicações.
Lívia Spinellis produz livros de artista, fotolivros e fanzines com ênfase em fotografia, ilustração, edição digital, métodos de impressão e na interseção entre tudo isso.
Editoração cuidadosa e projetos gráficos ousados são destaques na Lote 42, única editora não-europeia a vencer o prêmio V.O. Stomps-Preis. Tem desdobramentos como Banca e Sala Tatuí, realiza eventos e cursos.
luana alt encontra na palavra e na natureza fontes de inspiração e também matéria. Cria livros de folhas de árvores, gravuras com esporos de cogumelos, além de pesquisar escrita e autopublicação.
Artista não-binária dedicada à produção de zines e quadrinhos, Luana Cristini investiga intersecções entre gênero, memória e espaço urbano, com linha editorial de viés autoral e político.
Maria Julia Ourique e Sofia Assis exploram as relações palavra-imagem e memória-poesia em obras impressas que propõem a leitura para além da decodificação de palavras, ampliando experiências.
Bacharel em Artes Visuais e mestre em História Social pela USP, Matheus Gonçalves explora política e memória com imagens de arquivo e colagens, refletindo sobre apagamentos históricos e futuros possíveis.
Focada em narrativas dissidentes, Matula Edições produz microtiragens à mão para distribuir trabalhos e poéticas à margem dos processos de escrita, edição, publicação, distribuição e leitura.
Artista, pesquisadora e educadora com doutorado em Artes Visuais (UFMG), Muriel Machado investiga percepção e memória na apropriação de manuais instrutivos ligados ao universo das artes.
Oberas é o nome artístico de Oberon Blenner, artista autodidata crescido na periferia que liga ancestral e futurista em composições inspiradas por culturas arcaicas e tecnologias cybernetikas.
carol maia e drump goo formam o selo outro edições. Com poética atravessada pelo digital que parte da apropriação imagética e textual, as obras remetem a referências em arte conceitual, literatura híbrida e fotografia.
Plataforma de experimentação gráfica por Thyana Hacla e Circe Clingert, Phonte88 faz do fanzine ao livro de artista. Ministra atividades formativas e se desdobra também no Ateliê Phonte88.
pincel atômico aborda cultura lgbt e críticas bem-humoradas em zines, cartazes e outras peças, prezando por processos analógicos como ponto de partida para originais.
Piolho Editorial experimenta em conteúdo e forma, tensionando limites do quadrinho em ritmos quebrados e maneiras pouco convencionais de compor situações em narrativas gráficas.
Preá pesquisa e registra bares populares e tradicionais no projeto TRA.PO, com o fotolivro de mesmo nome e trabalhos que valorizam palpável e analógico para imprimir história.
Tendo publicações como criadoras de perspectivas, a artista e educadora Priscapaes combina memória a novas formas de existência ao revisitar “pra tua presença ausente”: zine e gesto de sobrevivência.
Bruno Rios e Matheus Ferreira formam a Prumo, plataforma que pesquisa e (re)inventa metodologias, técnicas e materiais, potencializando relações entre prática artística, experimentação de linguagem e meios gráficos.
Bueiros, plantas e elementos cotidianos tornam-se matrizes para obras impressas de Rafaela Angeli, que mapeia e percorre a cidade para produzir gravuras, ocupando galerias e eventos.
O olhar enquanto performance é base para raphael couto, artista com trajetória de mais de 20 anos. Nas publicações, a prática é recente e aborda temas como tensões entre exterior e interior, horizontes e verticalidades.
Raquel Gandra criou a Interlúdica para dar vazão à fotografia a partir da autonomia e de experimentações com imagem-palavra, texturas e intervenções em obras impressas.
Ilustradora, roteirista e quadrinista, Rebeca Prado é graduada em Artes Visuais com habilitação em Cinema de Animação (UFMG). Inspira-se no realismo mágico da América Latina, em natureza e memória.
Com quase 20 anos de atuação, RYOT integra temas contemporâneos a mídias como animação e games para desenvolver seu trabalho gráfico, apresentando livros, quadrinhos e zines.
Criado por Sylvia Amélia e Ariel Ferreira, o selo SAyAF tem como objetivos a circulação da vertente gráfica e fotográfica dos artistas, viabilizando, pelo fazer junto, uma produção experimental em livros de artista, fotolivros e outras obras.
Sem Cabeça é pseudônimo e processo de Lucas Muniz, mestre pelo PPGDesign (EBA/UFRJ) com uma investigação teórico-prática em abordagens experimentais e intuitivas para quadrinhos e publicações.
Centrado na colagem analógica, Sem Geração explora caminhos criativos a partir de materiais reaproveitados. A pesquisa é voltada para a vivência em metrópoles, a interseção entre corpo, cidade e desejo.
Artista e arte-educadora não-binária, Syl Triginelli é graduanda de Artes Visuais na EBA-UFMG, com estudos em gravura, desenho e artes gráficas. Seu trabalho permeia experiências da neurodivergência.
Há quase 20 anos, Flávio Vignoli iniciou uma trajetória em edições de plaquetes, álbuns de gravuras tipográficas e outras publicações. A Tipografia do Zé apresenta livros de artista, obras de poesia e artes gráficas.
Criada por Oli Brun e Pedro Patti, Travessa é uma revista de psicanálise, arte e cultura. Com produção multidisciplinar (fotografia, literatura, ensaios), o espaço também abriga obras de integrantes do projeto Travessias.
zero-Edições parte do colapso da imagem para investigá-la não como representação, mas infraestrutura: dispositivo que organiza memória, subjetividade, circulação econômica e regimes de visibilidade.
Onde tem Patrocínio da Petrobras, tem Governo do Brasil. Apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras, Faísca Festival de Publicações Experimentais é realizado com recursos da Lei Rouanet e da Política Nacional Aldir Blanc/edital PNAB. Patrocínio Máster: Petrobras. Apoios: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, Governo de Minas Gerais. Realização: Editora Pulo, Política Nacional Aldir Blanc (ID 8620, edital 11/ 2024), Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
*Os comentários são moderados pela equipe da Faísca
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